por Gabriel Mansur

Nesta mesma data, mas há 352 anos, nascia a cidade de Manaus, hoje capital do Amazonas. Manaus é o principal centro econômico, político e demográfico do Norte do Brasil.

Localizado em plena Floresta Amazônica, bioma de grande biodiversidade, o município é conhecido internacionalmente como o coração do “pulmão do mundo”.

A história de Manaus está atrelada à exploração da Floresta Amazônica, em especial pelo desbravamento dos rios da região pelos colonizadores portugueses.

A região amazônica era estratégica para Portugal, assim como tinha muitas riquezas naturais, razões pelas quais houve o interesse em construir edificações para delimitar a região e estabelecer o seu domínio político e militar.

A fundação de Manaus é um exemplo desse cenário, já que no atual território da cidade foi construída, em 1669, o Forte de São José do Rio Negro.

O povoado de Barra do Rio Negro, nas proximidades do Forte, foi o primeiro núcleo urbano da região, que deu origem à atual cidade de Manaus.

A partir do êxodo rural, assim como do estabelecimento de atividades econômicas, principalmente a produção de bens primários, o povoado foi elevado à categoria de cidade em 1883, com o nome de Manaus.

A cidade, a partir desse período, vivenciou um grande crescimento econômico, em razão do Ciclo da Borracha.

A exploração de látex foi a principal atividade da economia local até meados do século XX, quando entrou em decadência por causa da concorrência da borracha produzida na Ásia.

A derrocada econômica da cidade levou à intervenção do governo federal brasileiro, que criou, já na segunda metade do século XX, a Zona Franca de Manaus.

A atração de indústrias multinacionais de bens manufaturados contribuiu para o desenvolvimento econômico do município. Além disso, fomentou o aumento da população local.

Na atualidade, Manaus é a maior cidade em população do Amazonas e o principal centro urbano do Norte do Brasil.

Paris dos Trópicos

A era da borracha, que teve seu ápice entre 1879 e 1912, deixou uma riquíssima herança arquitetônica e cultural em Manaus.

O Teatro Amazonas, inaugurado em 1889, é de um luxo inquestionável e tido como principal atração manauara. Ele revela os costumes dos barões daquela época. Não à toa, a cidade era conhecida como a Paris dos Trópicos.

Naquela época, os filhos dos barões da borracha eram enviados à França para suas formações. Houve um período em que o francês foi a língua falada na capital.

De volta ao Brasil, acostumados à vida cultural parisiense, eles encontravam refinamento no Teatro Amazonas. Curiosidade: o calor era tanto que o sistema de refrigeração usava imensos blocos de gelo para resfriar o ar direcionado à plateia.

Economia

A cidade passou por dois ciclos econômicos distintos: o da borracha, entre os séculos XIX e XX; e o da industrialização, já na segunda metade do século XX.

A Zona Franca de Manaus tornou-se o principal motor econômico manauara. Porém, o crescimento econômico resultou na expansão urbana desordenada da cidade.

A economia de Manaus está alicerçada na indústria de transformação e na administração pública. Hoje, os setores secundário e terciário são os principais da economia manauara.

O crescimento das atividades secundárias foi fruto da criação da Zona Franca, área voltada para a atração e instalação de empresas, por meio da oferta de incentivos fiscais, a qual foi criada no município, em 1967.

A Zona Franca possibilitou o desenvolvimento da industrialização de Manaus. As principais indústrias da cidade são de:

  • equipamentos de transporte;
  • petroquímica;
  • eletrônica;
  • informática;
  • eletrodomésticos;
  • brinquedos;
  • artigos de vestuário.

A Zona Franca de Manaus é uma das principais áreas industriais de todo o Brasil. Já o setor terciário tem como motor a administração pública, além das atividades de comércio, logística e serviços.

A cidade é o principal centro comercial da Região Norte e concentra vários serviços ligados à educação e à saúde. Também concentra um grande número de shoppings e centros de lazer.

O turismo também tem crescido nos últimos anos, principalmente o ecoturismo, realizado nas áreas rurais do município.

O setor primário é o que apresenta a menor participação na economia manauara. A cidade já foi um importante centro produtor de borracha, porém perdeu participação no mercado mundial desse produto.

As principais atividades primárias de Manaus estão ligadas ao extrativismo, como a coleta e beneficiamento de castanhas e açaí. A atividade pesqueira também é muito forte no município, assim como a agricultura de subsistência.

Infraestrutura

O território manauara é atendido por uma rede de rodovias, mas a principal ligação de Manaus com o restante do território brasileiro é por meio do modal aeroviário.

O transporte fluvial é muito importante para o translado entre a capital e as cidades do interior do Amazonas. As principais estruturas de transporte manauaras são o Porto de Manaus e o Aeroporto de Manaus.

O crescimento desordenado da cidade impactou diretamente na sua estrutura. A falta de planejamento urbano culminou na criação de muitas zonas habitacionais de ocupação irregular, que possuem condições precárias de moradia.

A cidade está dividida em seis zonas geográficas (Norte, Sul, Oeste, Leste, Centro-Oeste, Centro-Sul), que possuem um total de 63 bairros oficiais.

Cultura

Existe uma síntese dos elementos folclóricos, musicais, religiosos, linguísticos e culinários da Região Norte do Brasil. Os portugueses trouxeram diversas influências, como a língua e a religião.

Já os imigrantes, principalmente nordestinos, contribuíram com a música e a alimentação. A influência indígena na cidade também é muito forte, por meio de músicas, danças, artesanato e a utilização de expressões regionalistas.

Como  supracitado, a cidade detém um dos principais centros de cultura do Brasil, o Teatro Amazonas, construção histórica que remete ao Ciclo da Borracha.

Também possui manifestações folclóricas, em especial atreladas à figura mítica do boi-bumbá. O Carnaval é outro festejo de destaque. Os principais gêneros musicais vêm de ritmos nortistas, como o calipso, ou nordestinos, como o forró.

A culinária é marcada por alimentos extraídos do bioma amazônico, como castanhas, peixes de água doce e mandioca. O esporte mais admirado na cidade é o futebol. Manaus foi uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

Gastronomia

Preparado com pão francês, queijo coalho, banana pacovã frita e tucumã, fruta nativa da região, o x-caboquinho é um dos sanduíches mais consumidos pelos manauaras.

Em 2019, inclusive, os vereadores de Manaus aprovaram, em sessão, o Projeto de Lei que tornou o sanduíche amazônico em patrimônio cultural e imaterial da cidade.

Segundo os especialistas da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuária (Embrapa), o tucumã da Amazônia, principal ingrediente do X-Caboquinho, é único.

Em outros estados, ele muda de cor e até de sabor, e muitas vezes nem chega a ser usado como iguaria, mas em Manaus é um verdadeiro sucesso.

Outro prato imperdível é a costela de tambaqui. Também se destacam os pratos à base de pirarucu, jaraqui e matrinchã. A farinha de uarini também merece ser provada.

E para saborear as frutas locais, não economize nos sorvetes, sucos, caipirinhas e doces. Taperebá, tucumã, pitomba, cupuaçu, graviola, abio e, claro, o açaí devem entrar na sua lista.

Você sabia disso tudo? Pois é, Manaus tem muita coisa para contar nesses 352 anos de vida. A cidade foi uma das primeiras do Brasil a receber energia elétrica – quiçá foi a primeira, apesar de nenhum historiador “bater o martelo”.

E a Tuboaços da Amazônia Ltda. tem muito orgulho de fazer parte desta história desde 2002. Inclusive, se quiser saber mais sobre a nossa empresa, entre em contato pelo WhatsApp (92) 99987-3000. Ou nos chame nas redes sociais: @tuboacos.

PARABÉNS, MANAUS!